Piloto de avião que vai dar a volta ao mundo pousa em São Luís e se prepara para deixar o Brasil
Alexandre Frota iniciou sua jornada em Fortaleza nesse domingo (15), e após passar pela capital maranhense se encaminha para o Norte e depois para o Caribe.
O piloto brasileiro Alexandre Frota, pousou no Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, em São Luís, nessa segunda-feira (16), em mais uma etapa da viagem em que vai dar a volta ao mundo pilotando a própria aeronave — um feito ainda inédito entre brasileiros.
Antes de chegar à capital maranhense, ele passou por Fortaleza e Teresina. Agora, o piloto segue para Belém e depois Macapá. A partir desta sexta-feira, a rota se torna internacional, com previsão de pouso em Granada, marcando o início da fase fora do Brasil.
Volta do mundo deve durar cerca de cinco meses
A jornada prevê cerca de 150 dias de viagem, com passagem por 45 países e um percurso estimado em 74 mil quilômetros. O objetivo é cruzar os cinco continentes e voltar para o Brasil, registrando não apenas o trajeto aéreo, mas também experiências culturais em cada destino.
Natural de Fortaleza, Alexandre Frota tem 52 anos, é casado e pai de dois filhos. Ele tirou o brevê de piloto aos 40 e, agora, realiza o sonho de infância de dar a volta ao mundo com uma aeronave própria. Segundo ele, o projeto é resultado de planejamento, disciplina e dedicação.
Plano de dar a volta ao mundo começou em 2022
Tudo começou em 2022, quando o piloto chegou em seu escritório e decidiu mandar uma mensagem para si mesmo, mas no futuro. Escreveu um e-mail com todos os detalhes do projeto, e com todas as coisas que poderiam dar errado durante a viagem. Dois anos depois, Alex estava a bordo do avião fazendo o primeiro voo teste, para checar o desempenho da aeronave.
A saudade da família é o maior desafio do piloto na volta ao mundo
Em 2024, ele partiu de Fortaleza para a Flórida, nos Estados Unidos, em um trajeto que durou 21 dias e que cruzou dez países. Esse tempo longe da família deixou o coração do piloto apertado, mas para resolver o problema na viagem mais longa eles traçaram uma estratégia.
“Para tentar amenizar, a gente está organizando [um plano] para eles irem encontrar comigo em alguns pontos da viagem, e assim tentar diminuir um pouco essa minha saudade”, confessa.
A viagem também está sendo compartilhada nas redes sociais por meio do projeto Frotas pelo Mundo, que começou como um diário pessoal e hoje reúne milhares de seguidores acompanhando cada etapa do percurso.
Jornada de cinco meses exige perseverança
Se concluir o trajeto, o piloto pode se tornar o primeiro brasileiro a completar a volta ao mundo nessas condições, transformando uma trajetória comum em uma conquista inédita na aviação pessoal. “A gente tem que ter força de vontade, coragem e persistência para seguir em frente”, finaliza Alex.
Hudson Souza/Na Mira