Adolescente suspeito de envolvimento na morte de grávida e criança morre em operação policial

Suspeito foi localizado durante operação na Vila Palmeira, em São Luís; investigações apontam que mais de 20 pessoas participaram da ação criminosa

Um adolescente investigado por envolvimento no ataque que resultou na morte de Samira Costa Correia, que estava grávida de três meses, e do filho dela, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (30) durante uma operação policial em São Luís. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

De acordo com a SSP, o suspeito era alvo de um mandado de apreensão e foi encontrado no bairro Vila Palmeira. Durante a abordagem, conforme a secretaria, ele teria reagido à ação dos policiais, houve troca de tiros e o adolescente foi baleado. Apesar de ter sido levado para atendimento médico, ele não sobreviveu.

 

Prisões e investigações

A Secretaria de Segurança Pública informou que, até o momento, 15 pessoas foram presas por participação no crime. Outros nove investigados morreram em confrontos com equipes policiais durante o cumprimento de operações relacionadas ao caso.

As investigações também apontam que mais de 20 pessoas já foram identificadas como integrantes da ação criminosa. A polícia segue realizando diligências para localizar os suspeitos que permanecem foragidos e definir a participação de cada um no ataque.

Linha de investigação

Segundo a polícia, a principal hipótese é que o crime tenha sido motivado por uma disputa entre facções criminosas. Os investigadores apuram que integrantes do Comando Vermelho procuravam o companheiro de Samira, que seria ex-integrante da organização e teria passado a integrar outro grupo criminoso. O homem, porém, nega qualquer vínculo com a facção.

Como ele não estava na residência no momento da invasão, os criminosos teriam direcionado o ataque aos familiares que estavam no imóvel.

Marido é tratado como testemunha

Ainda conforme a SSP, o companheiro de Samira colaborou com as investigações, ajudando na identificação de suspeitos já presos. Por esse motivo, ele deixou de ser investigado e passou à condição de testemunha, podendo ser incluído no Programa Estadual de Proteção a Testemunhas.

Relembre o crime

O ataque aconteceu no dia 10 de julho deste ano, na zona rural de São João Batista, município localizado na Baixada Maranhense. Conforme a Polícia Militar, cerca de 15 homens armados invadiram três casas da mesma família. Apenas uma delas estava ocupada por Samira e o filho.

Após efetuarem disparos contra as vítimas, os criminosos incendiaram o imóvel. Os corpos de mãe e filho foram encontrados carbonizados.

A perícia ainda trabalha para esclarecer se as vítimas morreram em consequência dos tiros ou se ainda estavam vivas quando a casa foi incendiada. O caso continua sob investigação.

Fonte: oimparcial