Maranhão registra menor taxa de desocupação para um primeiro semestre na série histórica do IBGE

O resultado representa uma queda de 0,92 ponto percentual em relação a 2025 (7,38%)

O Maranhão alcançou a menor taxa média de desocupação para um primeiro semestre desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad Contínua), do IBGE: 6,46%. O resultado representa uma queda de 0,92 ponto percentual em relação a 2025 (7,38%).

O indicador reforça a trajetória de queda contínua observada nos últimos anos:

 
  • 2021: 17,71%
  • 2022: 12,00%
  • 2023: 9,42%
  • 2024: 7,89%
  • 2025: 7,38%
  • 2026: 6,46%

Destaque no cenário regional e redução da informalidade

No recorte trimestral, o estado figura entre as três menores taxas de desocupação do Nordeste desde o primeiro trimestre de 2022. Ao longo de todo o período entre 2021 e 2026, a taxa maranhense manteve-se abaixo da média regional.

No quarto trimestre de 2025, o desemprego no estado atingiu 5,6% — igualando o menor patamar da série histórica —, enquanto o contingente de pessoas ocupadas chegou a 2,722 milhões, recorde para o período. A taxa de informalidade também apresentou recuo significativo de 3,9 pontos percentuais no segundo trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período de 2021.

“Os dados revelam uma trajetória positiva na geração de empregos. A queda no desemprego reforça o dinamismo do mercado de trabalho maranhense, impulsionado por setores estratégicos. Esse cenário evidencia a importância das políticas de desenvolvimento, atração de investimentos e fortalecimento da produção”, destaca o presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), Dionatan Carvalho.

Avanço nos setores produtivos

O desempenho do mercado de trabalho reflete a expansão dos principais setores da economia do estado entre 2022 e 2025:

Setor Crescimento Acumulado (2022–2025) Principais Vetores de Expansão
Agropecuária +27,9% Avanço das safras de soja e milho no Polo de Balsas e Região Sul, impulsionado por alta produtividade e preços favoráveis.
Indústria +32,0% Retomada da produção de alumínio primário no consórcio Alumar (São Luís) e consolidação da cadeia de celulose (Imperatriz).
Serviços +10,5% Impulso do transporte de cargas pela Estrada de Ferro Carajás, Ferrovia Norte-Sul e Porto do Itaqui, somado à sustentação do comércio local via recuperação da renda e programas sociais.

Por oimparcial