O protagonismo e a força da mulher negra em São Luís
Professora e mestranda em Educação, Leandra Nascimento destaca que o 8 de março é também um momento de reafirmação da luta histórica das mulheres negras por equidade, reconhecimento e oportunidades.
Força, coragem e determinação, substantivos femininos que sintetizam o que é ser mulher na sociedade. E se essas palavras forem aplicadas a uma mulher negra, adiciona-se mais um substantivo: identidade. No Mês da Mulher, histórias de sucesso estão por todo canto, mas quando a conquista é de uma mulher negra, a celebração é coletiva. Como é o caso de Leandra Nascimento, 32 anos, professora, coordenadora técnica, Bacharel em Estética e mestranda em Educação.
Para Leandra, o 8 de março deixa de ser apenas uma celebração e se torna um momento de reafirmação de resistência, identidade e continuidade das lutas históricas das mulheres negras. “A luta das mulheres negras é diária e vem sendo travada há gerações, desde nossas ancestrais que resistiram à escravidão até as que hoje enfrentam o racismo estrutural. Quando falamos de empoderamento, não estamos tratando apenas de equidade de gênero, mas também de equidade racial, de acesso a direitos, oportunidades e reconhecimento”, explica.
Profissional da beleza, coordenadora e professora, Leandra explica que “no meio estético é favorável que as profissionais sejam de uma forma padronizada, dentro da normalidade visual em que a sociedade impõe”.
Dia da Mulher e a realidade
Com o forte aspecto comercial, o Dia Internacional da Mulher se manifesta nas empresas com campanhas, ações promocionais e homenagens voltadas ao público feminino, movimentando o comércio e valorizando as clientes nesse período.
Mas o que é vendido nem sempre condiz com a realidade, em especial quando se trata de mulheres negras. Leandra Nascimento defende “transparência salarial obrigatória com plano público de equidade”. “Antes de flores, brindes ou palestras pontuais, eu colocaria como prioridade um compromisso formal das empresas e falar sobre isso abertamente com as mulheres”.
Nesse cenário de busca por espaço, Leandra aconselha as jovens a estudar e a se priorizar. “Estude, o máximo que puder, como puder e a forma que puder, mas também que você possa viver, se amar e ter a certeza que tudo ficará bem. Sabemos que nada chega de “mãos beijadas” mas precisamos ter a certeza que de uma forma ou de outra, tudo dará certo.
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