CPMI do INSS vota quebra de sigilo de Lulinha e ouve empresários

32ª reunião do colegiado mira núcleo político e financeiro de esquema de fraudes previdenciárias; 87 requerimentos estão na pauta

A CPMI do INSS realiza, nesta quinta-feira (26), a partir das 9h, uma sessão decisiva para os rumos da investigação sobre irregularidades na concessão de benefícios e descontos não autorizados. A pauta inclui a votação de 87 requerimentos, com destaque para o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha. O relator Alfredo Gaspar (União-AL) justifica a medida com base em mensagens interceptadas que sugerem o repasse de R$ 300 mil a uma empresa ligada ao núcleo político da organização criminosa, supostamente destinados ao “filho do rapaz”.

Após as deliberações, a comissão passará à fase de oitivas. Serão ouvidos o empresário Paulo Camisotti, suspeito de operar descontos indevidos em benefícios; o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (MA), citado por movimentações atípicas com entidades da pesca no Maranhão; e o advogado Cecílio Galvão, sócio de uma empresa que teria recebido R$ 4 milhões de institutos sob investigação em diversos estados.

A lista de requerimentos revela a tentativa da CPMI de rastrear a circulação internacional de capitais. Estão na mira a empresária Danielle Miranda Fontelles, apontada como operadora de contas no exterior, e Gustavo Marques Gaspar, sócio de empresas vinculadas ao principal articulador do esquema, conhecido como “Careca do INSS”.

Além disso, o relator solicita a quebra de sigilos de instituições como o Banco Master e a facilitadora Pay Brokers, sob suspeita de irregularidades em empréstimos consignados.

No campo administrativo, o colegiado deve votar a convocação da diretora de TI do INSS, Léa Bressy Amorim. O objetivo, segundo o deputado Kim Kataguiri (União-SP), é apurar falhas na governança e na segurança cibernética da autarquia, que teriam permitido as invasões e manipulações de dados.

O encontro desta quinta-feira promete elevar a temperatura política da comissão, ao cruzar indícios técnicos com nomes de forte relevância no cenário nacional.

Por oimparcial.com.br