Maranhenses estão impedidos de sair do Catar por causa de guerra no Oriente Médio

Grupo aguarda orientações da Embaixada do Brasil após fechamento de aeroportos devido ao conflito na região.

DOHA (CATAR) -  Um grupo de maranhenses está impedido de sair de Doha, capital do Catar, desde o último sábado (28). A situação é consequência direta do fechamento de aeroportos e da suspensão de rotas internacionais após o agravamento da guerra no Oriente Médio, envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Os brasileiros faziam uma conexão em Doha e deveriam permanecer no país por apenas dois dias. Entre os integrantes do grupo está a família de Norma, proprietária de uma loja no bairro João Paulo, em São Luís. A família viaja para a China pelo menos duas vezes por ano para importação de produtos, mas, nesta primeira viagem de 2026, os filhos, sobrinhos, irmãos e cunhados de Norma foram surpreendidos pelo início das hostilidades.

Situação dos maranhenses no Catar em meio ao conflito

Atualmente, o grupo de 15 pessoas está alojado em um hotel no centro de Doha. Embora consigam manter comunicação com familiares no Brasil por meio de chamadas de vídeo, a rotina é marcada pela tensão e pela recomendação de segurança de evitar deslocamentos desnecessários.

"A gente até consegue sair um pouco em volta do hotel. Tem um supermercado do lado, o que facilita. Mas nada mais que isso, pois é o que recomendam", relatou Juliana, filha de Norma, sobre o contato que mantém com os parentes. Em vídeos enviados pelo grupo, é possível observar imagens de destroços e labaredas no céu, reflexos da guerra no Oriente Médio que já completa cinco dias de bombardeios intensos.

Assistência consular e próximos passos

Os maranhenses no Catar aguardam agora um posicionamento oficial da Embaixada do Brasil para definir se serão repatriados ou se poderão seguir viagem com segurança. Confira os principais pontos da assistência prestada:

  • Custos: As despesas de hospedagem e alimentação estão sendo arcadas pelo governo do Catar.
  • Monitoramento: O Ministério das Relações Exteriores informou que, por meio das embaixadas na região, está em contato com as comunidades brasileiras e monitora os acontecimentos.
  • Apoio Consular: A embaixada brasileira em Doha presta assistência direta ao grupo enquanto as rotas aéreas permanecem instáveis.

Em São Luís, o clima é de preocupação. "É muito difícil. O pensamento está lá com eles o tempo todo", afirmou Norma, emocionada com a situação de seus familiares em meio à guerra no Oriente Médio.

Ataque ao Irã

Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã do último sábado (28). A ação deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho. O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morreu nos ataques.

Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

 

Imirante, com informações do g1 MA