Cabo Daciolo e Augusto Cury lançam pré-candidaturas à Presidência da República
O ex-deputado federal e o escritor oficializaram suas pré-candidaturas por diferentes legendas
O cenário sucessório para a Presidência da República em 2026 recebeu novos componentes neste início de abril, com nomes conhecidos do público anunciando intenção de quebrar a polarização entre PT e bolsonarismo. O ex-deputado federal Cabo Daciolo e o escritor Augusto Cury oficializaram suas pré-candidaturas por diferentes legendas, apostando em discursos que misturam misticismo, nacionalismo e saúde emocional.
A “Nação Brasileira” e O “Vendedor de Sonhos”
Após um período de afastamento das disputas majoritárias, Cabo Daciolo filiou-se ao partido Mobilização Nacional (Mobiliza) para tentar o Palácio do Planalto pela segunda vez. Em postagem ao lado do presidente da legenda, Carlos Massarollo, o ex-bombeiro militar utilizou referências bíblicas e citou o falecido Dr. Enéas Carneiro para balizar seu projeto.
“Vamos transformar a colônia brasileira em nação brasileira”, afirmou Daciolo, que ganhou projeção nacional em 2018 com bordões e teorias que viralizaram, como a mencionada “Ursal”. Naquela eleição, ele terminou em sexto lugar, somando mais de 1,3 milhão de votos. Em 2022, Daciolo chegou a ensaiar uma candidatura, mas desistiu do pleito antes do registro oficial.
Pelo partido Avante, a novidade é o lançamento do psiquiatra e escritor best-seller Augusto Cury. Conhecido mundialmente por obras como O Vendedor de Sonhos e pela Teoria da Inteligência Multifocal, Cury apresenta-se como uma alternativa para “pacificar” o país e encerrar o embate entre os polos políticos tradicionais.
Em sua apresentação oficial, o escritor declarou que seu objetivo é construir um “Brasil dos sonhos” e que não busca o poder por interesse pessoal. A estratégia do Avante é utilizar a vasta experiência de Cury em gestão da emoção e qualidade de vida como diferencial para atrair o eleitorado desgastado com os conflitos ideológicos.
Cenário de Articulações
As movimentações ocorrem no fechamento da janela partidária e dos prazos de desincompatibilização, período em que diversos governadores e secretários também deixaram seus cargos visando a disputa de outubro. Com a entrada de Daciolo e Cury, o campo da chamada “terceira via” tenta ganhar musculatura para oferecer opções que fujam do duelo direto que dominou o cenário político nos últimos anos.
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